quinta-feira , 18 julho 2024
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Foto: Ascom/Celesc

PELO ESTADO – ENTREVISTA: Tarcísio Rosa, presidente da Celesc

Investimentos recordes, ampliação e inauguração de subestações, atuação eficiente em eventos climáticos e premiações marcaram o ano de 2023 da Celesc. Em meio a diversos desafios, a companhia obteve homenagens por sua atuação em prol dos catarinenses e pelo desempenho de seus eletricistas, sendo, inclusive, reconhecida como a detentora da segunda menor tarifa residencial de energia elétrica do Brasil.

Orgulhoso de tantas conquistas, o presidente da Celesc, Tarcísio Rosa, conta para a coluna detalhes dos planos executados e projetados para a estatal neste ano que acaba de iniciar. Confira:

 

 

Pelo Estado – Como o senhor avalia este primeiro ano da sua gestão à frente da Celesc?

Tarcisio Rosa – Foi um ano muito positivo. Estamos cumprindo a missão dada pelo governador Jorginho Mello, que é entregar energia de qualidade aos catarinenses e garantir infraestrutura energética para desenvolver o setor produtivo e atrair novos empreendimentos. Ficamos muito contentes de ver que a Celesc é motivo de orgulho para Santa Catarina. Enfrentamos muitos desafios em 2023, mas todo o nosso pessoal – atendentes, técnicos, gerentes – demonstraram empenho para garantir o melhor serviço para a população.

Foi um 2023 marcado por grandes investimentos, ampliação e inauguração de subestações, atuação eficiente em eventos climáticos e premiações, um reconhecimento ao trabalho dedicado e eficiente de todos os celesquianos. A Celesc foi reconhecida pela Associação Brasileira de Distribuidoras de Energia Elétrica (Abradee) como a melhor distribuidora de energia elétrica da região Sul do Brasil, por exemplo.

 

PE – Em 2023, o Governo do Estado anunciou um investimento recorde de R$ 4,5 bilhões na Celesc para os próximos quatro anos. O que já foi executado ou está em desenvolvimento deste projeto?

TR – Em 2023, inauguramos a subestação em Joinville, a ampliação na subestação de Itajaí e já o fizemos em Capivari de Baixo, então, você percebe que o Leste e o Litoral catarinense já tiveram um reforço antecipado para o Verão que está aí. E em 2024 a previsão de investimentos é de R$ 1,3 bilhão. Temos empreendimentos importantes para inaugurar, a exemplo de subestações em Santo Amaro da Imperatriz, Abelardo Luz, Guaramirim e em São José – Sertão do Maruim. Incluindo ainda os investimentos em geração, com a previsão de entrega de novas obras, a exemplo da Usina Fotovoltaica de Campos Novos e da histórica usina hidrelétrica de Maruim, em São José, inaugurada em 1910. Iniciados em março de 2023, os trabalhos estão com 70% de conclusão e a reinauguração deve ocorrer entre março e abril deste ano.

São investimentos que darão ainda mais qualidade e segurança no fornecimento de energia aos catarinenses. Vamos continuar avançando na energia trifásica pelo interior, temos a terceira fase do corredor elétrico para lançar, ampliando o número de estações de carregamento para carros elétricos. E a implantação do novo sistema comercial, o Conecte, que será um divisor de águas na relação da Celesc com o cliente. É o novo aplicativo e agência web, muito mais intuitivo. Todos poderão acessar todos os serviços da loja na palma da mão.

 

PE  – Em uma entrevista anterior, falamos sobre a entrada da Celesc no mercado livre de energia. Quais avanços já houve neste sentido?

TR – A Celesc vem estudando as regras atuais, e avaliando os cenários possíveis futuros, de forma a preparar sua estrutura para o atendimento aos consumidores por meio de uma comercializadora varejista. A companhia está finalizando a tramitação junto à Câmara de Comercialização de Energia Elétrica, a CCE, para que, a partir de janeiro, possa também vender energia no mercado livre varejista. Sendo que a Celesc já oferece soluções do mercado livre atacadista.

 

PE – Outro tema muito abordado em 2023 foi a ampliação das redes trifásicas para os municípios do interior, que viria a beneficiar diretamente pequenos produtores. Já houve avanços em algumas cidades? Quais?

 TR – Foi um desafio colocado pelo governador Jorginho Mello, desejando que Santa Catarina seja transformada e que ninguém deixe de investir na região por falta de energia. Diante disso, a companhia focou na expansão do sistema, transformando redes monofásicas em trifásicas, especialmente nas regiões Oeste, o Planalto Serrano, o Planalto Norte e o Alto Vale. São regiões de agropecuária e pequenas indústrias que estavam com demanda reprimida, precisando crescer e não tinham energia suficiente.  O projeto está andando bem. Prometemos 500 quilômetros de rede trifásica. Estamos alcançando 300 quilômetros e até a metade do ano que vem devemos alcançar os 500 prometidos.

 

PE – No que cabe à Celesc, como está a execução da Operação Verão, anunciada no último mês pelo governador Jorginho Mello?

TR – A Celesc preparou uma série de ações específicas para atender à alta da demanda no setor de energia elétrica por conta da temporada de verão em Santa Catarina. A organização da Operação Verão é feita ao longo do ano, e incluiu contratação de equipes de reforço, realocação de pessoal para áreas com mais movimento, além do posicionamento de Subestações móveis, torres de Emergência, novas Subestações e a ampliação da capacidade de outras. E este início do ano já não tivemos grandes problemas com a queda de energia durante as festas.

 

PE – Para finalizar, quais foram os principais desafios enfrentados em 2023, já que além das ações previamente planejadas e rotineiras, houveram grandes demandas por conta dos eventos climáticos inesperados?

TR – Sem dúvidas as chuvas de outubro e novembro foram os eventos mais desafiadores em 2023.  A Celesc se empenhou em restabelecer o fornecimento de energia após as interrupções provocadas pelas chuvas em diversas regiões de Santa Catarina. Em geral, a maior parte das ocorrências esteve associada a vegetação sobre a rede elétrica, queda de postes e rompimento de cabos. O Governo do Estado lançou, em outubro, uma série de ações para ajudar famílias e empreendedores catarinenses que sofreram prejuízos decorrentes das chuvas do período. Diante disso, a Celesc anunciou a não suspensão do fornecimento de energia elétrica de unidades localizadas em bairros de cidades atingidas pelas enchentes.  Além disso, lançou um programa de parcelamento de contas em até 24 vezes.

 

Produção e Edição: ADI/SC Jornalista Celina Sales
com colaboração de Cláudia Carpes.
Contato: peloestado@gmail.com

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